quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Voltando pra Pasárgada #
Não se trata de uma história que ouvi. A experiência foi vivida na carne. Quando cheguei em casa hoje, depois de pensar muito na vida e nas pessoas, resolvi: ‘vou procurar meu registro, minha certidão de nascimento’. A resposta eu na verdade já tinha, mas a gente sempre precisa de uma confirmação, dos pais, da lei, ou do escriturário que seja. E confesso que não fiquei surpresa quando vi lá escrito: local de nascimento: Pasárgada.
Sabe quando você desconfia de algo, mas não tem certeza de fato? Pois então, sempre desconfiei de que não era carioca. Como se fosse uma filha adotada que não sabe de toda sua estória, mas sonha com isso vez ou outra. Não sabe sabendo ou sabe não sabendo. E depois de 28 anos me descobri assim, como uma ‘filha-adotada-recém-descoberta’. Mas você deve estar se perguntando quando de fato tive a certeza e pulei para a cena de vasculhar a certidão. Fui só ouvindo os sinais, pois alguns indícios já eram gritantes.
1. Ir à praia pra mim é quase sempre uma aventura, prefiro as mais desertas, de preferência fora do Rio. Chego quando o sol está se pondo e uso o maior fator de proteção solar apesar da grande quantidade de melanina que carrego.
2.Perco-me facilmente pelas ruas.
3.Aprendi recentemente que quando um menino de rua te pede dinheiro para comprar leite em pó para o irmão, ele não quer realmente o leite, ficando decepcionado quando o ganha e insistindo no dinheiro.
4.Tenho a mania de cumprir com a minha palavra. Pode escrever o que eu falo, eu assino embaixo.
Não sou carioca e confesso ter orgulho disso. Não quero ser mal entendida, longe de mim! Apenas carrego comigo um regionalismo do qual não consigo me livrar, apesar de ter recém descoberto minha cidade.
Em Pasárgada a existência é uma aventura e sou amiga do rei, no qual sei que posso confiar se precisar. Lá ando de bicicleta por esporte, sem comparações com a mais nova capa da Playboy.
Se estiver cansada, deito na beira do rio e ouço as histórias da mãe-d’água, sem me preocupar com o tempo desperdiçado ali. Se não consigo o que esperava, não há malandragem, porém, o diálogo honesto é sempre bem-vindo. Paciência e honestidade são leis.
Não sou carioca e por mais que viva no Rio, ainda me surpreendendo com eles. Os cariocas são fluidos. Leveza, fluidez e descontração podem combinar com a vontade de levar a frente uma aposta, mas para o carioca, isso leva a um dispêndio muito grande de energia, que ele poderia estar gastando na praia, na academia ou na boite.
Apostar num desejo significa bancar uma escolha, assumir o risco de perder. Mas se o carioca não se implica, o que perderia? Perder o que nunca teve?
Assim é mais leve. A leveza é a nova onda do momento, o carioca sabe. Poupar as pessoas de ouvirem algumas verdades pode ser muito mais conveniente, tão leve quanto uma borboleta. O carioca parece ter aberto mão da densidade e da seriedade para viver na cidade maravilhosa. Afinal, morar no berço da sétima maravilha do mundo também tem um preço. É...até o carioca faz algumas escolhas de vez em quando.
Vou me juntar aos meus.
#O Poema original Vou me embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira foi musicado por Gilberto Gil em 1986.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Pais e Filhos
Muitos autores homenagearam seus filhos com letras de músicas. Alguns tem mais de um filho, mas só conseguiram escrever para 'aquele' filho específico. Outros, são mais evasivos e não citam nome, pois talvez a mesma música possa ser usada 2, 3, 4 vezes para crianças diferentes. brincadeiras à parte, pincei algumas faixas:
Isn't she lovely-(Songs in the key of life-1974) Stevie Wonder fez para sua filha Aisha quando ela tinha 1 ano. Hoje Aisha é sua backing vocal e tem 34 anos.
Clareana (Feminina-1980) Joyce fez para as filhas Ana Martins e Clara Moreno. Ambas são cantoras atualmente. A primeira lançou o álbum Samba sincopado(2005) e a segunda, lançou Meu samba Torto (2007).
To Zion (The miseducation of Laury Hill-1998) Lauryn Hill fez esta música para seu filho Zion (neto de Bob Marley) quando descobriu que estava grávida. Hoje Zion tem 12 anos.
Tears in heaven (Unplugged -2002) Eric Clapton fez esta música sobre a morte trágica de seu filho Conor, aos 4 anos e meio. Conor caiu da janela do apartamento por acidente.
Nando Reis ganha minha admiração, pois conseguiu fazer músicas para 3 dos 5 filhos.
O mundo é bão Sebastião (A melhor banda de todos os tempos da última semana- Titãs-2001)Para o filho Sebastião.
Spatódea (Sim e Não- 2006)-para a filha Zoé
Só para So (Drês- 2009)-para a filha Sofia
Ismael chega a ser citado na faixa Relicário no cd Luau MTV ao vivo, mas Theodoro ainda aguarda sua música.
Tom Maior (Martinho da vila-1969) Martinho lançou esta música em seu álbum de éstreia. A música fala sobre o nascimento de um criança, mas não deixa claro se seria sobre um de seus 8 filhos. A música deu nome a uma escola de samba paulista. Em 2008 Martná'lia regrava a música em seu álbum Madrugada.
Coletânea Slow Down
Venho pensando como a vida anda corrida ultimamente. É tão difícil sobrar um tempo para relaxar, fazer nada, desacelerar o passo, contemplar e bocejar um pouco. Tentando deixar ao menos que por algumas horas de ser o coelho de Alice no País das Maravilhas, que vive correndo e olhando o relógio, me dei de presente uma coletânea que chamei de slow down.
Gosto de ouvir no fim de semana fazendo nada.
Considerei a junção letra-melodia-clima. Pra ouvir bem relaxado(a).
Cito abaixo apenas os intérpretes, não os autores necessariamente.
Bjork- All neon like
The Beatles- Only sleeping
Lenine- A Gandaia das ondas/Pedra e Areia
Paulinho da Viola – Para ver as meninas
Céu- Cangote
Caetano Veloso- Bem devagar
Mariana Aydar- Deixa o verão
Bjork- All neon like
Little Joy- Evaporar
Coldplay- Amsterdam
The Smiths- Stretch out and wait
Tiê- Sweet Jardim
Nada Surf- Paper boats
Jorge Drexler- La edad Del cielo
Bebel Gilberto- Samba e amor
Feist- Tout doucement
Marcelo Camêlo- Mais tarde
Coldplay- Such a ruch
Roberta Sá- Samba de um minuto
Jason M’Raz – At last/sleep all Day
Jack Johnson- Banana pancakes
Zero 7- In the waiting line
Block 16-Slow hot wind
Melody Gardot- Love me like a river does
Bjork- Sweet sweet intuition
Morcheeba- The sea
Milton Nascimento- A lua girou
Ana Cañas- Esconderijo
Cibelle- Waiting
Badi Assad- Drume negrita
Gosto de ouvir no fim de semana fazendo nada.
Considerei a junção letra-melodia-clima. Pra ouvir bem relaxado(a).
Cito abaixo apenas os intérpretes, não os autores necessariamente.
Bjork- All neon like
The Beatles- Only sleeping
Lenine- A Gandaia das ondas/Pedra e Areia
Paulinho da Viola – Para ver as meninas
Céu- Cangote
Caetano Veloso- Bem devagar
Mariana Aydar- Deixa o verão
Bjork- All neon like
Little Joy- Evaporar
Coldplay- Amsterdam
The Smiths- Stretch out and wait
Tiê- Sweet Jardim
Nada Surf- Paper boats
Jorge Drexler- La edad Del cielo
Bebel Gilberto- Samba e amor
Feist- Tout doucement
Marcelo Camêlo- Mais tarde
Coldplay- Such a ruch
Roberta Sá- Samba de um minuto
Jason M’Raz – At last/sleep all Day
Jack Johnson- Banana pancakes
Zero 7- In the waiting line
Block 16-Slow hot wind
Melody Gardot- Love me like a river does
Bjork- Sweet sweet intuition
Morcheeba- The sea
Milton Nascimento- A lua girou
Ana Cañas- Esconderijo
Cibelle- Waiting
Badi Assad- Drume negrita
João Bosco e cinema
Essa é só curiosidade de associação auditiva.
Há muito tempo ouço a música Bala com bala e recentemente percebi uma incrível semelhança com a música tema da 20th Century Fox (somente nas gravações de Elis e João Bosco). Seria uma referência, já que a música fala de cinema, mocinhos, pipoca, etc?
Justamente! Confirmado pela produção de Bosco.
O engraçado é que nem Aldir Blanc nem Bosco comentaram muito essa ‘homenagem’ subliminar.
Ah, eu sempre gosto de ouvir essa música imaginando a tela de cinema, o público e a luta entre mocinho e bandido. É excelente. Elis gravou em 1972 no álbum Elis.
Pra quem quiser baixar, tentem com o nome da música no http://www.4shared.com/
Quem quiser conferir o site do Bosco: http://www.joãobosco.com.br/ -agradecimento especial
Beatles X Rolling Stones
O psicanalista e professor Marco Antônio Coutinho Jorge, em seu artigo A travessia da fantasia na neurose e na perversão (Estud. psicanal. [online]. set. 2006, no.29) faz uma análise bem pontual de dois grupos de rock surgidos em Liverpool, 1966; os Beatles e os Rolling Stones.
Ele ressalta a existência efêmera dos Beatles e em contrapartida, o vigor e resistência dos Rolling Stones.
Fato curioso: enquanto os Beatles cantaram primordialmente o amor, escamoteando a sexualidade de suas letras, os Rolling Stones fizeram aparentemente o oposto. Coutinho Jorge cita “All you need is love”, como frase paradigmática dos Beatles e “I can´t get no satisfaction, But I’ll try, but I’ll try, but I’ll try” como frase emblemática de Jagger e seus companheiros.
Sabemos que achar frases de conteúdo menos inocente nas músicas dos Stones é bem banal, mas minha provocação é tentar coletar frases de tal teor nas músicas dos Beatles... mesmo que dúbios. Quem se anima?
So far:
“I’d Love to turn you on” – (Album: Sgt Pepper’s Lonely hearts Club Band. Song: A day in life)
“Nobody ever loved me like she does (Album: Let it be. Song: Don’t let me down) Oh, she does...yes she does”
Em tempo:
O artigo muito interessante de Marco Antônio Coutinho Jorge está online. Segue referência:
JORGE, Marco Antonio Coutinho. A travessia da fantasia na neurose e na perversão. Estud. psicanal. [online]. set. 2006, no.29 [citado 15 Dezembro 2009], p.29-37. Disponível na World Wide Web:
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Programação Visual - Verão 2010

A nova programação visual da PIN UP | Music Branding está quase pronta, mas você já pode conferir a imagem escolhida para essa temporada.
Design: Blank Tape (www.blanktape.com.br)
Em busca do tempo perdido ou just seventeen
É.. a idade vai chegando e com ela também o saudosismo. É impressionante a quantidade de músicas que citam aquela idade limite dos 17 anos, seja por um viés mais insinuante, mais pueril, nostálgico ou rebelde. Do Blue eyes aos Strokes o tema em comum é aquela idade do 'despertar' que os tempos não trazem de volta.
Se alguém lembrar de mais alguma, compartilhe!
It was a very good yearFrank Sinatra
‘When I was seventeen
It was a very good year
It was a very good year for small town girls
And soft summer nights
Wed hide from the lights
On the village green
When I was seventeen’
Evening Sun
The strokes
‘You're the prettiest smartest captain of the team
I love you more than being seventeen’
I saw her standing thereThe Beatles
‘She was just 17
And you know what I mean’
Sixteen going on seventeen
The Sound of Music Soundtrack
‘You are sixteen going on seventeen Baby,
it's time to think Better beware,
be canny and careful Baby, you're on the brink
You are sixteen going on seventeen
Fellows will fall in line’
Seventeen
Ladytron
‘They only want you when you're seventeenWhen you're twenty-one
You're no fun’
Volver a los 17
Milton Nascimento e Mercedes Sosa (Composição: Violeta Parra)
‘Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente,
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo’
Little QueenieChuck Berry (performed by The Rolling Stones)
‘There she is again standing over by the record machine
Oh, she's looking like a model on the cover of a magazine
Why she's too cute to be a minute over seventeen’
Dezessete anos de vidaCazuza
'Eu tô perdido
Do joelho até o umbigo
Tudo é perigo’
Camila, CamilaNenhum de Nós
‘Eu que tinha apenas dezessete anos
Baixava minha cabeça pra tudo
E era assim que as coisas aconteciam
E era assim que eu via tudo acontecer’
Natasha
Capital Inicial
‘Tem 17 anos e fugiu de casa
Às sete horas na manhã no dia errado
Levou na bolsa umas mentiras pra contar
Deixou pra trás os pais e o namorado’
Only seventeenNina Hagen
‘Young! Savage!
And only seventeen
Big! Power! You're my living dream
Super! Great! The leader of the scene
So young, savage, and only seventeen, only seventeen’
Seventeen
Kings of Leon
‘Oh she's only seventeen
Whine whine whine, weep over everything'
Pandora’s BoxOMD
‘Only seventeen
When all your dreams came true
But all you wanted
Was someone to undress you’
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